terça-feira, 7 de setembro de 2010

As utópicas crateras dos caminhos

Você está andando feliz da vida no maravilhoso trânsito das grandes cidades brasileiras. Quando de repente, não mais que de repente, seu carro resolve virar o super homem e dá um salto quase mortal. O que teria sido aquilo? Um mau motorista? Um obstáculo no meio da pista? Ou quem sabe um BURACO? Mas um buraco resultaria em um salto circense desses? Não... Não é possível! Então, aquela potência seria uma CRATERA??? Uau!

Eis que surge a pergunta obvia: Qual é a diferença entre buraco e cratera?

Segundo o dicionário online Priberam:
Buraco s. m. 1. Abertura ou ruptura!rutura em qualquer superfície. 2. Toca. 3. Fig. Casa pequena. 4. Lacuna, falta. 5. Dívida. 6. Emprego modesto. 7. Cova, cavidade.
Cratera (é) s. f. 1. Abertura por onde saem as matérias expelidas por um vulcão. 2. Grande taça com duas asas, por onde os Antigos serviam o vinho. 3. Fig. Calamidade. 4. Origem de desgraças.

Prontíssimo, chegamos ao nosso tema principal: As crateras dos caminhos. Companheiro, a toca (def. A2) é mais embaixo. Estamos diante de uma calamidade (def. B3) pública, uma lacuna (def. A4) na ética e responsabilidade social. Uma pequena ruptura na superfície de uma pista (def. A1) resulta em uma abertura para expelir as brasas de matérias vulcânicas (def. B1), ou por bem dizer, a vergonha social. Alguns seres em seus empregos modestos (def. A6), sentados em suas casas pequenas (def. A3) tomando vinhos em grandes taças com asas (def. B2) vagam os seus pensamentos em como originar mais uma desgraça (def. B4) no cotidiano alheio. Tudo isso a espera da hora de saírem de suas covas (def. A7) para iniciar uma campanha sínica aguçando a dívida (def. A5) de seu caráter moral, com um simples sorriso no rosto solicitando, mais uma vez, a sua credibilidade.

Ufa!!! Ainda bem que isso não passa de uma utopia!
Menumak - Iara Margolis - 07/09/2010

domingo, 23 de maio de 2010

Que seja eterno enquanto dure! Mas nós temos opção do tamanho do eterno!

“Ah, foi a vida... cada um tomou seu rumo!”

Quantas vezes não colocamos a culpa na vida para situações de desencontros com entes queridos? Divórcios, fim de relacionamentos, amizades, familiares... não há quem não passou (ou não vá passar) por um desencontro deste.

Para muitos, a vida é a desculpa. Para mim, a incompatibilidade de momentos é a resposta. O fato é que nossa vida é baseada em escolhas. Estas, por sua vez, estão baseadas na realidade nas quais vivemos. O que acreditamos ser certo hoje, talvez amanhã não seja mais. Como também, talvez seja.

Estas divergências com nossas próprias opiniões, acrescidas com estes mesmos fatores das pessoas a nossa volta se tornam motivos constantes de desordem. E o resultado desta equação é que cada um toma seu rumo. Mas a culpa não é da vida, é nossa!

O dialogo, o respeito e o entendimento das mudanças (que sempre vão aparecer) são as chaves para prolongarmos o tempo de um relacionamento. Temos que parar de colocar a culpa em fatores externos e assumir as nossas responsabilidades. Aproveitar enquanto os momentos são compatíveis e, saber contornar os incompatíveis.

As mudanças são constantes, cabe a nós convergi-las a nosso favor.

Menumak - Iara Margolis - 23/05/2010

domingo, 16 de maio de 2010

Realmete somos os animais racionais?

Nós, seres humanos, somos os animais racionais; os demais, irracionais.

Você não acha que esta é uma afirmação meio prepotente nossa?

Nós achamos que somos os mais espertos do mundo, os reis. Entretanto, os verdadeiros reis não precisam dizer que eles são reis. O motivo? As pessoas já sabem, a autoridade é legitima.

Mas nós, não... nós precisamos afirmar que somos os poderosos, que somos mais inteligentes, que nós pensamos, somos seguidos por lógica, diferente dos demais.

A ironia é que o mundo, hoje, está pedindo socorro. A nossa inteligência trouxe-nos para o desenvolvimento atual, algo glorioso. Em contra partida, a nossa arrogância para os problemas ambientais.

Por acharmos que sabemos de tudo e que podemos ultrapassar qualquer limite, nos esquecemos da humildade de que isso pode não ser verdade.

E a verdadeira força do mundo, o meio ambiente – nosso habitat – resolveu nos lembrar nossos limites. Em algum momento da desordem, a ordem reaparece. E, agora, está na hora de acordarmos, de realmente sermos racionais: parar de pensar com a barriga (ambição) e começar a pensar com a cabeça.

Se não protegermos o que nos pertence, a próxima espécie que nos estudar nos rotulará de animais irracionais. Afinal, por sermos racionais somos os únicos que agimos irracionais e destruímos o nosso habitat.
Menumak - Iara Margolis - 16/05/2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

De Heródoto Barbeiro

Esta não é criação minha, mas é espetacular
“Todo mundo 'pensando' em deixar
um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar
filhos melhores para o nosso planeta?”

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sem Culpa, Com Culpa ou DesCulpa?

Não consigo entender a complexidade humana em complicar as situações. Vocês já pararam para observar a quantidade de desculpas que nos rodeiam?

Pois bem, para mim são exceções (e raras) as situações nas quais alguém assume o erro e visa a melhoria continua e não a competição pela razão continua.

Que mal existe em assumir um erro, um equivoco ou uma frustração seja lá do assunto abordado? Que vantagem há em ganhar uma batalha pela razão e não uma batalha pela “aprimoração”?

Pergunto que culpa tem em ter culpa? É uma ofensa a desculpa ou um orgulho a sem culpa com culpa?

Uma desculpa pode ter menos culpa do que uma razão com culpa!
Meumak - Iara Margolis - 15/04/2010

domingo, 7 de março de 2010

Geração Descartável

Existe algo mais cômodo que em uma festa de aniversário colocar copos e pratos descartáveis? Trabalho zero! Acabando a festa tudo o que se precisa é de um saco de lixo e uma vassoura.

Questões ambientais e políticas a parte, vamos nos focar nas questões sociais.

Estamos tornando nossos bens descartáveis, assim como nossas roupas, os objetos, até os relacionamentos são superficiais. O pior é permitirmos tornar a nossa filosofia de vida descartável, pois temos a errônea idéia de que tudo podemos trocar, jogar fora.

Deixamos de pensar no próximo, no mundo, nas conseqüências dos nossos atos, pois tudo podemos dar um simples DEL.

Manumak - Iara Margolis - 07/03/2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Sangue Azul

Por que o seu sangue é mais azul? Explicarei melhor esse questionamento.


No século VIII, na Espanha, a nobreza indicava a sua veia azul como sinônimo de nobreza. Então o questionamento poderia ser reformulado para: por que nos achamos mais importantes que os outros? Ou simplesmente por que os outros são mais importantes do que eu?

Atualmente, em qualquer âmbito social, podemos fazer essas perguntas: No transito, nos shoppings centers, nos relacionamentos de amizade, em nosso ciclo familiar, empresa, entre outros. Um exemplo clássico é o indivíduo que estaciona seu carro no meio da rua, para aguardar algo, atrapalhando todo o transito. Se você está no carro e alguém buzina a resposta é “que pessoa mal amada, não pode esperar um minuto”, entretanto se você está atrás de uma pessoa que lhe atrapalha, já reclama “não pensa no coletivo, que absurdo atrapalhando o transito todo”.

E quem tem razão?

A razão está na falta de empatia, hoje perdemos o poder de nos colocarmos no lugar dos nossos semelhantes, de escutar, de entender o mundo e com isso achamos que nossos problemas são mais importantes. Logo, que nós somos mais importantes, acentuando o ciclo do individualismo e falta de coletividade.

Então sugiro o questionamento do “sangue azul”, enfatizando que as veias, que dão a aparência azulada, nada mais são que a “tubulação de retorno” do sangue “sujo” ao coração e pulmão, para sua purificação.

Menumak - Iara Margolis - 31/01/2010